domingo, 16 de novembro de 2014

A fábula das abelhas


“Aquilo que de pior existe em cada um, contribuiu alguma coisa para o bem comum.” (Bernard Mandeville)
Publicado em 1714 pela primeira vez e em 1723 numa versão mais completa, A Fábula das Abelhas,de Bernard Mandeville, causaria uma reação tamanha que vários pensadores importantes comentaram a obra e ainda o fazem. O outro título usado pelo autor foi Vícios Privados, Benefícios Públicos, o que já dá uma idéia melhor do seu conteúdo central. Mandeville defendia que aquilo entendido como vício pelos homens – como a ganância, inveja, vaidade e orgulho – era fundamental para a prosperidade da nação.

Jair Bolsonaro denunciando o foro de são paulo

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Quando Boris Yeltsin foi fazer compras nos Estados Unidos

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Entre amostras grátis de queijos e outros produtos, Yeltsin vagava pelos corredores da Randall’s balançando a cabeça em perplexidade.
Um post no começo deste ano no Reddit, que mencionava o ex-presidente russo Boris Yeltsin com os olhos arregalados durante uma visita a uma mercearia de Clear Lake, Estados Unidos, me levou a uma visita aos arquivos do jornal Houston Chronicle, onde várias fotos do líder foram encontradas.
Era dia 16 de Setembro de 1989 e Yeltsin, então recém-eleito ao novo parlamento soviético e ao Soviete Supremo, tinha acabado de visitar o Centro Espacial Johnson (JSC, sigla em inglês).

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

“Sem crescimento não há como atender a demandas sociais”, alerta Gerdau Jorge Gerdau

Criou-se uma falsa dicotomia entre crescimento econômico e políticas sociais, como se estas não dependessem daquele. Quando uma economia para de crescer, o governo precisa apertar os cintos, cortar gastos, fechar a torneira. E isso afeta os programas sociais, claro.
A alternativa é produzir inflação, o que representa um imposto perverso sobre os mais pobres. De uma forma ou de outra, o social é duramente prejudicado pela ausência de crescimento da economia. Um país estagnado pune de forma desproporcional os mais pobres.

O salário mínimo não ajuda os mais pobres


Com certa regularidade sazonal, vem à tona o debate acerca do valor do “salário mínimo”. Na busca do valor considerado como ideal, oposição e governo digladiam-se com argumentos a favor e contra um aumento mais generoso, respectivamente. Independente do partido, quem está no governo tende a ser mais conservador, temendo o impacto previdenciário de um aumento alto demais, enquanto a oposição em geral tende a ser mais pródiga, defendendo aumentos eleitoreiros que sabe serem insustentáveis.
Perante a opinião pública, entretanto, a questão acaba sendo apresentada sob uma lógica maniqueísta: quem é favor dos pobres, só pode ser a favor de maiores aumentos para o salário mínimo; enquanto aqueles que se posicionam contrariamente a tais medidas certamente odeiam os pobres e não querem vê-los ganhando mais. Tal visão traz consigo um equívoco primordial: a ideia de que a existência de um valor mínimo fixado por lei significa que ninguém receberá menos do que esse valor.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Quem tem medo da direita?

dilmasabia
Um espectro ronda o Brasil – o espectro da direita. Todos os profetas da velha ordem política e intelectual aliaram-se para a caçada a este inaceitável campo da democracia: Renato Janine Ribeiro e sua contabilidade criativa, Mauro Aurélio Nogueira e sua inconsciente confissão de ameaça mal conhecida, e até o candidato da oposição, Aécio Neves, que já tratou de jogar o ameaçador conservadorismo no colo do governo.